Paralisação

Dia de Lutas tem atos cancelados por chuva, mas realiza atividades durante o dia

Servidores realizaram piquete no campus Anglo e no TRE

14 de Setembro de 2017 - 10h19 Corrigir A + A -
Servidores liberaram o portão somente para a saída de veículos da instituição. (Foto: Gabriel Huth)

Servidores liberaram o portão somente para a saída de veículos da instituição. (Foto: Gabriel Huth)

Ao meio-dia, o protesto de 40 pessoas foi em frente à Justiça Eleitoral, contra o fechamento de unidade no país (Foto: Leon Sanguiné)

Ao meio-dia, o protesto de 40 pessoas foi em frente à Justiça Eleitoral, contra o fechamento de unidade no país (Foto: Leon Sanguiné)

Por Cíntia Piegas e Leon Sanguiné
web@diariopopular.com.br

Atualizada às 17h09min

Até o início da tarde de ontem, seguiram firmes as atividades pelotenses do Dia Nacional de Luta, movimento contrário às reformas trabalhista e da previdência, propostas pelo Governo Federal, e favorável à manutenção do serviço público forte ante um cenário de diminuição do estado. As mobilizações marcadas para às 16h - abraço simbólico ao Hospital Escola (HE) - e 17h - ato unificado em frente ao Banrisul da Marechal Floriano - tiveram de ser canceladas em virtude do mal tempo. A união de trabalhadores dos mais diversos setores, cada um se fazendo presente nos piquetes dos demais, foi o destaque.

As manifestações tiveram início logo às 7h. Cerca de 20 servidores e professores da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) formaram piquete em frente ao campus Anglo com o propósito de conscientizar demais colegas em relação às pautas defendidas pela categoria. Na ocasião, a coordenadora-geral da Associação dos Servidores da Universidade Federal de Pelotas (Asufpel), Maria Tereza Fujii, explicou a necessidade dos atos. "Estamos aqui em defesa do serviço público e pela estabilidade administrativa", comentou. Há indicativo de greve entre os servidores.

Durante o protesto, os manifestantes pediram ao reitor, Pedro Hallal, que liberasse os funcionários terceirizados, categoria que tem sofrido com demissões por conta da crise financeira que atinge a UFPel. A instituição sofre com corte nos repasses do Governo Federal: apenas 70% do orçamento de custeio estimado para 2017 foi liberado até o momento.

Judiciário
Ao meio-dia, servidores do judiciário se uniram em paralisação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) como forma de protesto contra as reformas propostas pelo Governo Federal, mas com uma pauta em específico: a decisão do presidente do TSE, Gilmar Mendes, de extinguir zonas eleitorais pelo Brasil - só no Rio Grande do Sul, a previsão é de 56 casas fechadas.

A alegação do juiz, falta de verbas, não convence o diretor da base pelotense da Justiça Eleitoral, Rogério Ávila, que alerta também para contratação de terceirizados em cargos que deveriam ser ocupados por concursados. "É uma forma de privatização. Esse tipo de funcionário não precisa ter compromisso com o serviço público. A quem interessa um menor controle das contas partidárias e uma menor fiscalização das eleições?", indaga.

Chuva atrapalha
Água não desmancha luta, mas atrapalha. Em virtude das chuvas que não dão trégua em Pelotas, os dois principais atos marcados para ontem foram cancelados: abraço simbólico ao Hospital Escola (HE) e concentração de diversos setores de trabalhadores no Banrisul da Marechal Floriano. Existe a possibilidade de as atividades se realizarem em nova data.

 


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