Mobilização

Estratégias pela duplicação

Reunião em Porto Alegre traçou a tática para audiências com os ministérios dos Transportes e do Planejamento

12 de Setembro de 2017 - 12h43 Corrigir A + A -
O encontro foi na Fecomércio, em Porto Alegre. (Foto: Guilherme Testa - Correio do Povo)

O encontro foi na Fecomércio, em Porto Alegre. (Foto: Guilherme Testa - Correio do Povo)

Os políticos gaúchos, prefeitos da Zona Sul e entidades empresariais definiram, nesta segunda (11), como será o discurso para as reuniões agendadas em Brasília na quarta-feira. A comitiva tem audiência marcada com o Ministério dos Transportes e com o Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão.

Um grupo viaja para Brasília nesta quarta para participar das tratativas. A ideia é remanejar recursos de 2017 e elevar valores previstos para 2018. O Depataramento Nacional de Infraestrutura dos Transportes (DNIT) informou, na reunião, que o valor destinado para a obra no próximo ano é de R$65 milhões.

Os representantes da frente parlamentar da Câmara dos Deputados reforçaram o compromisso firmado da emenda impositiva. O montante deve chegar aos R$ 150 milhões e será incluído no orçamento do ano que vem. O valor seria somado aos R$ 50 milhões, previstos para a duplicação, e aos R$ 15 milhões para o contorno. No total, seriam R$ 215 milhões para uma obra orçada pelo Dnit em R$ 660 milhões para a conclusão e liberação do trânsito em toda a rodovia.

As entidades que integram o movimento formularam quatro documentos: um para Eliseu Padilha, político gaúcho que chefia a Casa Civil da União; um para Dyogo Oliveira, ministro do Planejamento; um para Maurício Quintella, ministro dos Transportes, e outro para ser entregue para todos os deputados e senadores que formam a bancada gaúcha em Brasília.

Em todos os documentos, é reforçada a questão das exportações, representadas por cerca de 260 mil caminhões que transitam pela via anualmente. Os quatro documentos solicitam que sejam garantidos R$ 300 milhões exclusivamente para a obra - R$ 235 milhões a mais do que o previsto. À bancada gaúcha, movimento reivindica um valor maior do que o já apresentado. Com R$ 150 milhões já garantidos, ofício encaminhado aos parlamentares quer, no mínimo, R$ 220 milhões. Também é cobrada a participação de todos os deputados e senadores nas reuniões com os ministérios.

Obras avançam
O contorno de Pelotas é a parte mais avançada. De um total de 23,7 quilômetros, 16 estão liberados para o trânsito em pista dupla. Segundo o Dnit, 88,5% da obra está concluída. Nesta segunda, mais 3,3 quilômetros foram liberados entre o km 526 e o 522, próximo à entrada da avenida Herbert Hadler. Na sexta-feira, dia 15, está prevista a liberação de tráfego sobre o viaduto em Turuçu.

“Queremos desviar o trânsito pesado para a parte superior do viaduto e a rua lateral receberá somente o tráfego local, garantindo mais segurança aos usuários da rodovia e aos moradores do município”, comentou Hiratan Pinheiro da Silva, superintendente do Dnit no Estado. O órgão pretende entregar, até março de 2018, mais de 15 quilômetros da rodovia duplicada nas proximidades de Pelotas.

Acidentes preocupam
Os acidentes na rodovia também foram tratados no encontro. Só em 2017, 29 pessoas perderam a vida na 116. A parte mais crítica é entre Barra do Ribeiro e Turuçu.

Em obras
Lote 4 (km 373 ao 397), entre Tapes e Camaquã

 

Lote 5 (km 397 ao 422), entre Camaquã e Cristal

Lote 7 (km 448 ao 470), em São Lourenço do Sul

Lote 8 (km 470 ao 489), entre São Lourenço do Sul e Turuçu

Lote 9 (km 489 ao 511), entre Turuçu e Pelotas

 


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