Paralisação

Começa a greve nas escolas estaduais

Decisão foi tomada em assembleia geral de professores e funcionários na manhã desta terça-feira, em Porto Alegre

05 de Setembro de 2017 - 12h04 Corrigir A + A -

Por: Michele Ferreira
michele@diariopopular.com.br 

Em Pelotas, o 24º Núcleo do Cpers-Sindicato decidiu pela greve no final da manhã de segunda-feira. (Foto: Gabriel Huth - DP)

Em Pelotas, o 24º Núcleo do Cpers-Sindicato decidiu pela greve no final da manhã de segunda-feira. (Foto: Gabriel Huth - DP)

A previsão se confirmou e está deflagrada a greve nas escolas da rede estadual de ensino. A decisão foi tomada na manhã desta terça-feira (5) em assembleia geral no largo Glênio Peres, em Porto Alegre, onde se concentraram professores e funcionários dos 42 Núcleos do Cpers-Sindicato. O desafio da categoria, daqui para frente, é buscar não só a adesão dos colegas da Educação quanto articular movimento com servidores de outras áreas, para que fortaleçam a pressão sobre o governo.

"Acreditamos em uma adesão significativa. O nível de indignação dos trabalhadores é bastante grande", reforça o diretor do 24º Núcleo do Cpers, Mauro Amaral. Até a tarde desta terça, ainda não havia data definida para o pagamento da segunda parcela dos salários. A assessoria de Imprensa da Secretaria Estadual da Fazenda apenas confirmou que o governo precisa arrecadar R$ 60 milhões para poder pagar R$ 170,00 aos cerca de 320 mil servidores do Executivo; parte deles com duas matrículas.

Apesar da confirmação de que os salários devem ser liquidados até a próxima quarta-feira, a assessoria não adiantou datas. Reuniões, nos finais de tarde, serviriam para avaliar a movimentação do caixa único e verificar a possibilidade de pagamento. Enquanto isso, o funcionalismo amarga a crise de ter recebido apenas R$ 350,00. Contas atrasadas, dinheiro escasso para compra de produtos básicos, como alimentos e remédios, e dificuldade até mesmo para se deslocar ao trabalho. É um cenário cada vez mais comum.

Mobilização
Professores e funcionários convocam a categoria para se engajar a ato na próxima terça-feira, a partir das 10h, na Praça da Matriz, na capital. Em acampamento, os servidores devem permanecer no local até a quinta-feira, quando realizam novo manifesto. Desta vez, contra projetos defendidos pelo governador José Ivo Sartori (PMDB) e pelo presidente da República, Michel Temer (PMDB); propostas que mexem com direitos historicamente conquistados pela classe trabalhadora.


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