Batalha

Troca de bancas é intensa no Pop Center

Muitos pequenos comerciantes não conseguem se manter no local; há espaços vagos e outros sendo ocupados por nomes em lista de espera

03 de Agosto de 2017 - 06h35 Corrigir A + A -

Por: Tânia Cabistany
taniac@diariopopular.com.br 

Espaço interditado no Pop Center, centro de Pelotas (Foto: Paulo Rossi - DP)

Espaço interditado no Pop Center, centro de Pelotas (Foto: Paulo Rossi - DP)

A diversificação no mix de produtos e serviços do Pop Center, em Pelotas, não vingou.

Com exceção de um espaço de fast food, os demais estabelecimentos fecharam. Salão de cabeleireiro, esmalteria, pet shop e artesanato foram alguns dos estabelecimentos abertos no Pop Center, a maioria neste mesmo período no ano passado, mas que não sobreviveram à crise econômica. Do total de 40 novos e maiores espaços abertos pela SPE Comércio Shopping Popular Pelotas S.A., que administra o centro comercial, 15 estão desocupados. Entre os 502 controlados pela prefeitura, alguns estão sob investigação e os demais preenchidos, porque na medida em que vagam é chamado o próximo de uma lista de espera, atualmente com 83 nomes.

Não é permitido sublocar lojas no Pop Center, mas a fiscalização da prefeitura comprovou alguns casos e investiga outros. Por esse motivo e por falta de pagamento os contratos são rescindidos e os espaços repassados aos interessados, explica o secretário de Gestão da Cidade e Mobilidade Urbana, Jacques Reydams. Das bancas controladas pela prefeitura, apenas uma está sobrando. Foi interditada por ter sido entregue em maio e ainda não estar totalmente desocupada, mas da mesma forma será repassada ao próximo da lista.

A prefeitura controla as bancas de menor tamanho, com aluguel R$ 141,68 por semana - R$ 566,73 mensais. As da SPE, por serem maiores, são mais caras e podem ser locadas a partir de R$ 698,00 até R$ 1.155,00. O condomínio é rateado e leva em consideração a área ocupada. Em média, fica em torno de R$ 250,00 ao mês, informa a gerente da SPE, Adriana Nunes. Segundo ela, a procura por aluguel de lojas está baixa, pois há um receio de investir em época de crise. Mesmo reduzindo valores para chegar mais próximo dos fixados pela prefeitura, não conseguiu locar 15 bancas.

O custo de quem está lá é alto, relata o comerciante Rafael Campello, que tem quatro anos de Pop Center. Ele aluga um espaço considerável para o único segmento com que trabalha: brinquedos. Paga R$ 7 mil pelas instalações que entende chamarem atenção, mas que ainda assim acha caro. Ele não esconde que já cogitou deixar o local. Valdomiro da Silva Fernandes se queixa do movimento e diz que há colegas que não estão conseguindo sequer pagar o aluguel. Ele ocupa duas bancas e paga mais de R$ 500,00 por semana. “Não está valendo a pena”, diz.

Para o também comerciante Júlio Siqueira, a crise atinge todos os setores e o movimento caiu demais. “A gente tem sempre esperança que no início do mês a coisa melhore, mas está difícil de acontecer”, fala. Apesar disso, os preços são considerados acessíveis (muitos reduziram para atrair os consumidores) e há quem vá ao local por causa disso. A dona de casa Sônia Knuth, 41, foi em busca de roupas para os filhos. “Sai bem mais em conta. As peças são boas”, comenta. A também dona de casa Rita Souza, 32, costuma fazer compras no Pop Center sempre que pode, exatamente pelo mesmo motivo.


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