Recurso

Justiça manda prender 11 integrantes da Nasf, incluindo tenente Nelson

Os 11 mandados foram cumpridos por agentes da GAECO, com apoio da Polícia Civil e Brigada Militar

15 de Julho de 2016 - 15h49 Corrigir A + A -

Por: Giulliane Viêgas
giulliane.viegas@diariopopular.com.br

Os documentos estão relacionados ao recurso do MP contra a Nasf (Foto: Paulo Rossi - DP)

Os documentos estão relacionados ao recurso do MP contra a Nasf (Foto: Paulo Rossi - DP)

O advogado do tenente Nelson e de Wagner, Victor Paladini, disse que pai e filho foram pegos de surpresa.

O advogado do tenente Nelson e de Wagner, Victor Paladini, disse que pai e filho foram pegos de surpresa. "Ninguém esperava por isso. Achávamos que iam responder em liberdade. Ninguém é bandido", disse (Foto: Paulo Rossi - DP)

Atualizada às 17:10

A Justiça mandou prender 11 integrantes da empresa Nasf Portaria e Segurança. Entre os presos estão o dono da firma, Nelson Antônio Silva Fernandes, conhecido como tenente Nelson e o filho, Wagner Fernandes. A decisão é da 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça. Os mandados foram cumpridos na tarde de sexta-feira (15) por agentes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) com apoio da Polícia Civil de Pelotas.

O advogado do tenente Nelson e de Wagner, Victor Paladini, disse que pai e filho foram pegos de surpresa. "Ninguém esperava por isso. Achávamos que iam responder em liberdade. Ninguém é bandido", disse. O advogado disse ainda que deverá entrar com recurso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para reverter a decisão. "Totalmente descabida", finalizou. O policial da reserva da Brigada Militar foi encaminhado ao Presídio Militar em Porto Alegre e dois sargentos do exército foram recolhidos ao 9º Batalhão de Infantaria. Os demais foram encaminhados ao Presídio Regional de Pelotas (PRP).

De acordo com o promotor do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Reginaldo Freitas, as prisões foram autorizadas devido ao recurso do Ministério Público oferecido ao Tribunal de Justiça. A medida contraria a decisão do juiz da 3ª Vara Criminal de Pelotas, André Acunha, de indeferir as prisões preventivas aos integrantes da empresa que atuava como milícia.

Em abril, o Gaeco desencadeou a operação Braço Forte para combater uma série de delitos praticados por membros da empresa Nasf Portaria e Segurança. Na ocasião, o ex-comandante do 4ºBPM, André Luis Pithan foi preso. Segundo o Gaeco, o militar está respondendo inquérito militar e corre risco de ser expulso da corporação. A firma que deveria atuar com serviço de zeladoria, foi apontada por coagir ou agredir quem desrespeitasse as "regras". No início de maio, o MP denunciou 30 pessoas por organização criminosa, manutenção e custeio de milícia privada com a finalidade da prática de crimes de ameaça, violação de domicílio, incêndio, roubo, furto, lesões corporais, além de porte e posse de arma.

O nome dos presos foi divulgado pelo site do Ministério Público, são eles:

Nelson Antônio da Silva Fernandes, Wagner Nicoletti Fernandes, Mauro Fernando Silveira Silva, José Edson Rangel de Medeiros, Silvio Luis Soares Vargas, Elizeu Valdemir Bueno, Rafael Aires Vieira, Gerson Roberto Peixoto Garcia, Eduardo Felipe Faustim de Medeiros, Carlos Henrique Barros Guimarães e Everton Marques Porto.


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