Opinião

Pelotas, o Sesc e o Festival

Quando Pelotas e o Sesc se unem, o resultado só poderia ser excepcional, escreve Assis Brasil

21 de Janeiro de 2016 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Por: Luiz Antonio de Assis Brasil, escritor

Não é de hoje que digo: Pelotas é o ponto de transcendência do Rio Grande do Sul. Este meu conceito não decorre do fato de ser cidadão pelotense honorário - título que guardo com o maior orgulho - mas, sim, por conhecer a longa história cultural de uma cidade que se destaca no cenário brasileiro há quase dois séculos. Poderia referir vários exemplos desta intensa atividade, mas para ficar em apenas dois, lembro o Sete de Abril e o quase centenário Conservatório, este último responsável por várias gerações de músicos.

Também o Sesc se notabiliza, em nosso país, como uma entidade que tem na cultura um foco permanente, responsabilizando-se pelas melhores promoções nesta área e suprindo, muitas vezes, aquilo que os governos não podem ou não querem assumir. Sou testemunha destas ações, e para ficar apenas no âmbito da minha atuação, a literatura, o Sesc se faz onipresente, seja pela realização de dezenas de feiras de livro, seja pelos prêmios e eventos que promove.

Quando Pelotas - através da prefeitura - e o Sesc se unem, o resultado só poderia ser excepcional, e o símbolo maior é a realização deste 6º Festival Internacional Sesc de Música. Acompanho o Festival desde o início, de várias formas. A cada ano percebo que se consolidam algumas linhas-mestras que o definem: a permanente qualidade dos convidados, a internacionalização, a diversidade das estéticas musicais acolhidas, o número ampliado dos participantes, o profissionalismo de sua realização e, algo que muitos esquecem, a inclusão social que existe desde sempre. Esta é uma fórmula geral e intrincada, que implica tomada de decisões com um olho no que é desejável e outro no que é possível em termos logísticos e financeiros.

Registro aqui a operosidade de uma equipe que trabalha o ano inteiro para que tudo decorra com normalidade e excelência: o maestro Evandro Matté, competentíssimo diretor artístico; Sílvio Alves Bento, o incombustível gerente de cultura do Sesc/RS; Luiz Tadeu Piva, o diretor regional, com sua presença atenta e inteligente. Isso não seria possível sem o apoio de Luiz Carlos Bohn, presidente do Sistema Fecomércio-RS. Cumpro o dever de fazer referência a uma legião de abnegados trabalhadores e, para representá-los, é incontornável citar a ação decisiva e onipresente da escritora Cleonice Bourscheid. Aliás, Cleonice e Aristóteles Boursheid são os melhores expoentes do mecenato artístico no Brasil. Obrigado a eles, e bom festival a todos.

 

 


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